domingo, 1 de julho de 2012

Lisboa....

Hoje fui a Lisboa! Aliás ontem fui a Lisboa... Mas só tive possibilidade de publicar esta crónica hoje... (faltava a máscara...)
Bom, mas onde eu queria chegar é que, num dia, que por acaso foi ontem, fui a Lisboa!
Neste momento, alguns de vós estarão a pensar: "Foste a Lisboa. Sim! e depois? O que é que eu tenho a ver com isso? Qual é o meu interesse nisso?"
Realmente não têm nada a ver com isso... Quanto ao interesse, isso já só depende de vocês, mas, na parte que me toca, acho que se não tivessem interesse, já não estariam a ler isto...
Voltando à cidade, se algum de vocês porventura se atreve a questionar a presença da Cidade da Luz nestas linhas... Certamente nunca visitaram nenhuma das Sete formosas colinas sobre as quais assenta este Majestoso monumento do mundo... Se nunca visitaram, VISITEM! Se nunca comeram um Pastel em Belém, COMAM! Se nunca se deliciaram a mirar as paisagens, DELICIEM-SE! Se nunca se atreveram a olhar para as pessoas na rua, ATREVAM-SE! Se nunca tentaram entrar na cabeça dos inquilinos da cidade, TENTEM! Eu sei que é é difícil... Mas, por favor, tentem pensar como eles, tentem pensar o que era de vós se o único conforto que conseguissem encontrar fosse alguma cara sorridente, a branco e preto, nalgum pedaço mutilado daquilo que em tempos terá sido um jornal... Pensem o que seria de vós se estivessem nas mesmas condições que os inquilinos da cidade e se as pessoas não se dignassem sequer a olhar para vocês, como se fossem tão repugnantes, tão nojentos, que nem mereçam o olhar de um outro ser humano... O que seria de vós se todos os dias acordassem para que a vossa dignidade vos fosse roubada pelo simples facto de existirem, pelo simples facto de terem tido azar...
Eu TENTEI, certamente que não consegui ver tudo o que eles vêem nem tão pouco lhes consegui dirigir a palavra... Porquê? Não sei... Mas tenho que vos  confessar que olhar para aquela miséria e para o gelado que tinha na mão... Foi difícil, mexeu comigo... Então quando um senhor que vendia o seu orgulho me chamou guloso, foi a gota de água... Não me sentia ofendido, nem tão pouco raivoso... Senti-me desolado pois, mesmo assim, eu não consegui encarar os olhos de alguém que estava a constatar as desventuras da vida, alguém que provavelmente nunca pensou que ia acabar assim... Mas porque é que essas pessoas que não são como nós? SÃO! Logo, e mesmo que não fossem, merecem o nosso respeito! Por muito diferente que alguém seja de nós, qual é o motivo que podemos ter para o desrespeitarmos? Nenhum, a menos que nos tenham faltado ao respeito...
Enfim... eu sei que é difícil, mas TENTEM! Quando andarem na rua, olhem para as pessoas, brindem-nas com um sorriso, vão ver que que vão tornar o dia de alguém num dia melhor! Já pensaram; se todas as pessoas andassem pela rua a distribuir sorrisos, todas as pessoas seriam um bocadinho mais felizes?!... Pensem nisso...
http://bitaites.org/tipicas/sorrisos-20/
Vinha eu com este turbilhão de ideias a ocupar-me a cabeça quando uma criança, uma não, quando duas crianças vieram provar a minha teoria de que a felicidade é contagiosa... Perguntam-se como é que uma inocente criança pode provar esta minha teoria? Uma não, duas! É mais fácil do que pensam... Mas para compreenderem tenho que começar pelo inicio da história;  Estava eu de regresso á minha terra, sentado numa carruagem dos comboios amarelos que marcam a vida de todos os moradores desta belíssima linha de costa mas, deixemo-nos de elogios, retomando a narração, estava eu sentado, a observar as pessoas, o seu ar sisudo, absortas nas preocupações do seu quotidiano, reflectindo sobre as pedras que carregam nos sapatos; uns liam, uns ouviam música, uns viam a paisagem enquanto que os outros simplesmente pensavam... Mas a maioria tinha um semblante carregado devido ás agruras da vida, ou... quiçá? devido ao calor... O axioma com que nos deparamos é bastante simples, estavam as pessoas absortas na banalidade das suas vidas quando, entram duas crianças extremamente barulhentas. Se fosse um dia ordinário, o mais provável é que qualquer um dos passageiros erguesse a sua voz e fizesse da sua vontade calar as crianças que importunavam todos os presentes com o volume da sua galhofa... Mas, como provavelmente já previram, este não era apenas mais um dia, ou talvez tenha sido, mas o que vos posso garantir é que não foi isto que aconteceu... Quando os dois diabretes entraram na carruagem, passaram, como que por artes mágicas, a ser o foco da atenção de todos os presentes... Todas as pessoas se deliciaram com as gargalhadas provenientes da alegria genuína que de forma tão genuína, mergulhava toda a carruagem num ambiente alegre e nostálgico...
Os reflexos desta aura eram bem notórios nos ocupantes desta carruagem, todos ostentavam agora sorrisos na cara mas, o que mais me impressionou foi um rapaz que, por acaso era farrusco,e parecia que carregava com ele todos os problemas do mundo... Até ele, embevecido ao olhar para a alegria e a despreocupação com que as crianças encaram a vida. Até ele esboçou um sorriso, e durante os escassos momentos que este durou pareceu esquecer o fardo que carregava e por um momento conseguiu sorrir para a vida... É por isto que vale a pena sorrir...
SORRIAM!
RS@O